Sinais que gritam alerta
Se o cliente chega ao caixa e parece mais ansioso que em dia de sorte, atenção. A ludopatia não bate à porta com delicadeza; ela chega como um tsunami de fichas e promessas vazias. Perda de tempo? Mais que isso: noites em claro, contas atrasadas, discussões familiares. Se o hábito de apostar ultrapassa o lazer e vira compulsão, já temos o primeiro sinal. Olhe para o extrato bancário: compras de fichas, recargas de apps, tudo se multiplica. E a culpa? Uma sombra que nunca sai do caminho.
Diagnóstico rápido, mas certeiro
Aqui está o ponto: não basta “acho que jogo demais”. Precisa de critérios claros. A maioria dos especialistas usa o DSM-5 como bússola; cinco ou mais dos oito critérios em um ano dão o selo de ludopatia. Entre eles: necessidade de apostar com quantias maiores, tentativas frustradas de reduzir o jogo, irritabilidade quando impedido. Se o paciente relata “não consigo parar” e tem dívidas que surgem do nada, o diagnóstico está selado. E não tem desculpa: a doença não se autocura.